domingo, 27 de janeiro de 2013

Uma Primeira Metade de Temporada Memorável




Chegamos à metade da temporada regular, tentei resumir neste tópico alguns dos principais assuntos relacionados ao nosso time a seguir.


Os velhinhos e o gordinho

O principal tópico desta primeira metade da temporada foi que o Knicks é o time mais velho da história da NBA.

Muitos faziam piadas sobre as contratações de Jason Kidd, Marcus Camby, Kurt Thomas e Pablo Prigioni, todos com mais de 35 anos de idade.
Imagem obtida pelo @lrsantos11
Além disso, o Knicks resolveu não igualar a oferta que o Rockets fez a Jeremy Lin e preferiu assim com armador Raymond Felton que veio de uma das piores temporadas da carreira em Portland, onde estava totalmente fora de forma.


A saída de Jeremy Lin é um capítulo a parte, teve um “histerismo” entre alguns torcedores que parecia que foi o Patrick Ewing que saiu do time. Até ia escrever sobre isso, mas pra mim já encheu o saco, isso já é passado agora.

O Knicks começou a temporada com seis vitórias seguidas, nos primeiros 28 jogos foram 20 vitórias e apenas oito derrotas, com vitórias impressionantes contra Miami (duas vezes) e San Antonio.

Com Felton e Kidd jogando juntos, o Knicks tinha dois armadores eficientes em quadra. Felton conduzia o time armando as jogadas e dando muita movimentação de bola no ataque, enquanto Kidd trazia toda a sua experiência do jogo com muita inteligência em jogadas que nem sempre aparecem nas estatísticas, era uma marcação eficiente que resultava em erro do adversário, ou um falta cavada no ataque que resultava em lances livres.

A importância de Felton para este time pôde ser comprovada na sequência que ele ficou fora, o Knicks ganhou seis jogos e perdeu seis.

Rasheed Wallace que aparentemente ia ser apenas o 15º jogador, aquele que estava lá mais para levantar a moral do time, em pouco tempo se tornou peça importante na defesa do time, infelizmente ele se lesionou, mas a torcida é que ele esteja sadio para os playoffs.

Marcus Camby não jogou muito nessa primeira metade, se lesionou na pré-temporada e jogou poucos minutos quando retornou e depois ficou fora novamente. No fim do ano sua participação no time aumentou e o jogador chegou a começar como titular, infelizmente ele está lesionado de novo, mas logo ele deve voltar.

E o argentino Pablo Prigioni foi uma surpresa para os torcedores que não conheciam o armador. Pablo seria o terceiro armador do time, aquele que somente jogaria no garbage time, mas se se tornou um dos favoritos da torcida principalmente por sua ótima defesa, sempre buscando roubadas e buscando passar a bola em primeiro lugar.

Melo MVP


Carmelo Anthony vem tendo uma ótima temporada com médias de 29,0 pontos por jogo, 44,9% de aproveitamento nos arremessos de quadra, 6,2 rebotes por jogo e 2,6 assistências por jogo.

É visível como Anthony estava diferente, mais dedicado na defesa, e até procurando passar para os companheiros quando tinha marcação dupla nele.

Por causa disso iniciaram-se comentários de que Melo é um dos candidatos a MVP, inclusive com coros de torcedores de “MVP” ao jogador até em partidas fora de casa.

Nas redes sociais alguns de detratores de Melo ficam loucos em ver o nome de Carmelo associado à palavra MVP, pessoalmente eu não me importo com esses prêmios, e não ligo para essa história.

Para mim é praticamente certo que o MVP será do Kevin Durant, o time dele lidera toda a NBA, a mídia especializada está fascinada com o Thunder, eu honestamente não acho que eles são melhores que o Heat, mas acho que só tiram o MVP do Durant se algum outro jogador (leia-se Lebron James) fizer algo muito extraordinário como ter uma média de 50 pontos por jogo, 20 rebotes por jogo e 20 assistências por jogo.

Eu vejo os coros de MVP da torcida nos jogos como uma homenagem a ótima temporada que o jogador vem tendo e só isso.

Amar’e Stoudemire


Antes de Carmelo, os coros de MVP eram para Amar’e Stoudemire, alguém ainda se lembra? Noutro dia assisti novamente o jogo de 2010 contra o Denver Nuggets onde Stoudemire marcou 30 pontos e era a sétima vitória seguida do Knicks. Como as coisas mudaram de lá pra cá.

Muita coisa aconteceu e eu não vou resumir tudo agora, as expectativas para esta temporada eram grandes, principalmente após Amar’e passar o verão treinando muito, até passou algumas semana com Hakeem Olajuwon.

Mas na pré-temporada Amar’e se machucou e perdeu os primeiros meses da temporada, foi um banho de água fria.

Após o ótimo começo de temporada do New York começou a se especular se Amar’e aceitaria vir de banco para não atrapalhar a química do time, teve gente que achou que o ego dele não permitiria isso, mas Stoudemire mostrou que o que importa para ele é vencer e se isso significa vir do banco, para ele isso não é problema.

Desde que voltou Amar’e está melhorando a cada jogo. Mike Woodson tem coloca Amar’e junto com Melo e Tyson em quadra por vários minutos em quadra e não acho que esteja atrapalhando o Knicks nos jogos.

Tyson Chandler All Star


O pivô do Knicks vem tendo mais uma temporada incrível, com médias de 11,9 pontos por jogo, 10,8 rebotes por jogo e aproveitamento de 67,5% nos arremessos, Tyson Chandler foi eleitos para ser reserva do All Star Game pela primeira vez em sua carreira.

O jogador de defesa da última temporada vem se destacando no ataque com muitas enterradas, graças ao entrosamento com Raymond Felton no pick and roll. Nas últimas partidas sua eficiência no ataque caiu devido à ausência de Felton, mas agora com o armador de votla de lesão Chandler voltará a ser mais acionado nas partidas.

O sexto homem


Não poderia deixar de escrever sobre J.R. Smith. Antes de a temporada começar, J.R. voltou para o time e declarou que queria ser titular.

Mas Mike Woodson o manteve no banco e pelo jeito conversou com o jogador e deixou claro a ele a importância dele vindo do banco para o time.

Smith engoliu o orgulho e cumpriu seu papel vindo do banco, com médias de 16,1 pontos por jogo e 5,1 rebotes por jogo, Earl vem tendo uma de suas melhores temporadas e é forte candidato a sexto homem do ano com o ex-Knicks Jamal Crawford e chegou até a ser considerado para All Star Game.

J.R. tem melhorado sua seleção de arremessos na temporada e ajudado muito na marcação da defesa. E claro, teve os dois buzzer beaters contra Charlotte e Phoenix nessa temporada que ficaram entre as principais jogadas no final do ano passado.

A relação entre J.R. Smith e a torcida é mais ou menos como a de irmãos, tem hora que a gente quer matar o jogador por causa das loucuras que ele faz em quadra, mas outras que a gente só quer dar um grande abraço porque ele faz coisas incríveis.

Uma rivalidade que ainda não é rivalidade


Knicks e Nets empataram na série da temporada. Os dois primeiros jogos foram na arena nova do time do Brooklyn e foram os jogos mais tensos, o Nets venceu o primeiro na prorrogação e o Knicks venceu o segundo graças a Jason Kidd.

Os dois jogos em Manhattan não foram tão empolgantes, mesmo com o último sendo uma vitória por apenas três pontos do Nets.

Para mim ainda não existe uma rivalidade entre os dois times, o que existe é uma rivalidade entre torcedores nas redes sociais e na mídia. Por enquanto são mais provocações entre torcedores, uma “competição” para ver qual time é o melhor, o bom e velho “trash talk”.

Confesso que me deixei levar nisso também, principalmente por causa de provocações do tipo “o Knicks tem que temer o Brooklyn”, mas analisando bem agora o andar da temporada eles têm um time bom sim, mesmo eu achando que alguns jogadores deles são superestimados.

O que me irritou foi todo aquele falatório, forçarem ser um time “descolado”, que é do Brooklyn e “hip hop”, Jay-Z...

Acho que a demissão de Avery Johnson e P.J. Calersimo assumindo o comando, o time voltou a se preocupar em jogar e deixaram de lado esse lado “cool”.

Acredito que com o tempo pode se tornar uma rivalidade de verdade, mas por enquanto não é a mesma coisa que ver um jogo do Knicks contra o Miami ou o Boston ou até mesmo contra o Philadelphia.

Uma série de playoffs entre os dois times seria ideal para aí sim termos uma rivalidade de verdade e não só uma “rivalidade de redes sociais”.

Chega de falar do Nets agora, se o Knicks enfrentá-los nos playoffs voltamos a mencionar a equipe de Brooklyn.

A jornada à frente

Os desafios para o Knicks continuam na segunda metade da temporada. Vários jogos importantes pela frente que incluem os dois últimos confrontos contra o Heat, dois confrontos contra o Thunder, o retorno de Carmelo a Denver e a última partida da temporada regular contra o Bulls, que já venceu o Knicks três vezes nessa temporada.

Com os retornos de Iman Shumpert e Amar’e Stoudemire, o time ganha na defesa com o primeiro e no ataque com o segundo. Logo Camby deve voltar e Tyson Chandler, terá novamente ajuda no garrafão.

O mês de março será brutal com 18 jogos em 31 dias, incluindo uma excursão à costa oeste com cinco jogos seguidos fora de casa.

Então quando chegarem os playoffs será a hora da verdade para o New York Knicks.

Depois de muitos anos fora dos playoffs o Knicks conseguiu voltar em 2010, mas foi varrido pelo Celtics. No ano seguinte mais uma vez não teve sorte com o adversário e perdeu para o campeão Heat em cinco jogos.

Muita gente ainda não acredita nesse time por causa do desempenho nos últimos playoffs e pelo fato que Anthony somente passou da primeira rodada apenas uma vez em sua carreira.

Essa primeira metade de temporada superou expectativas, quem diria que o Knicks estaria em segundo na Conferência Leste, mas somente se a equipe realizar uma boa campanha nos playoffs é que o time será totalmente reconhecido.

E finalmente peço a você, torcedor que peça a Deus, ou Buda, ou seja qual for a sua crença: QUE MAIS NINGUÉM NO TIME SE MACHUQUE.

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