Chegamos à metade da temporada regular, tentei
resumir neste tópico alguns dos principais assuntos relacionados ao nosso time
a seguir.
Os velhinhos
e o gordinho
O principal tópico desta primeira metade da
temporada foi que o Knicks é o time mais velho da história da NBA.
Muitos faziam piadas sobre as contratações de Jason Kidd, Marcus Camby, Kurt Thomas
e Pablo Prigioni, todos com mais de
35 anos de idade.
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| Imagem obtida pelo @lrsantos11 |
Além disso, o Knicks resolveu não igualar a oferta
que o Rockets fez a Jeremy Lin e
preferiu assim com armador Raymond
Felton que veio de uma das piores temporadas da carreira em Portland, onde
estava totalmente fora de forma.
A saída de Jeremy
Lin é um capítulo a parte, teve um “histerismo” entre alguns torcedores que
parecia que foi o Patrick Ewing que
saiu do time. Até ia escrever sobre isso, mas pra mim já encheu o saco, isso já
é passado agora.
O Knicks começou a temporada com seis vitórias
seguidas, nos primeiros 28 jogos foram 20 vitórias e apenas oito derrotas, com
vitórias impressionantes contra Miami (duas vezes) e San Antonio.
Com Felton e Kidd jogando juntos, o Knicks tinha
dois armadores eficientes em quadra. Felton conduzia o time armando as jogadas
e dando muita movimentação de bola no ataque, enquanto Kidd trazia toda a sua
experiência do jogo com muita inteligência em jogadas que nem sempre aparecem
nas estatísticas, era uma marcação eficiente que resultava em erro do
adversário, ou um falta cavada no ataque que resultava em lances livres.
A importância de Felton para este time pôde ser
comprovada na sequência que ele ficou fora, o Knicks ganhou seis jogos e perdeu
seis.
Rasheed Wallace
que aparentemente ia ser apenas o 15º jogador, aquele que estava lá mais para
levantar a moral do time, em pouco tempo se tornou peça importante na defesa do
time, infelizmente ele se lesionou, mas a torcida é que ele esteja sadio para
os playoffs.
Marcus Camby
não jogou muito nessa primeira metade, se lesionou na pré-temporada e jogou
poucos minutos quando retornou e depois ficou fora novamente. No fim do ano sua
participação no time aumentou e o jogador chegou a começar como titular,
infelizmente ele está lesionado de novo, mas logo ele deve voltar.
E o argentino Pablo
Prigioni foi uma surpresa para os torcedores que não conheciam o armador. Pablo
seria o terceiro armador do time, aquele que somente jogaria no garbage time, mas se se tornou um dos
favoritos da torcida principalmente por sua ótima defesa, sempre buscando
roubadas e buscando passar a bola em primeiro lugar.
Melo MVP
Carmelo Anthony vem tendo uma ótima temporada com
médias de 29,0 pontos por jogo, 44,9% de aproveitamento nos arremessos de
quadra, 6,2 rebotes por jogo e 2,6 assistências por jogo.
É visível como Anthony estava diferente, mais
dedicado na defesa, e até procurando passar para os companheiros quando tinha
marcação dupla nele.
Por causa disso iniciaram-se comentários de que
Melo é um dos candidatos a MVP, inclusive com coros de torcedores de “MVP” ao
jogador até em partidas fora de casa.
Nas redes sociais alguns de detratores de Melo
ficam loucos em ver o nome de Carmelo associado à palavra MVP, pessoalmente eu
não me importo com esses prêmios, e não ligo para essa história.
Para mim é praticamente certo que o MVP será do Kevin Durant, o time dele lidera toda a
NBA, a mídia especializada está fascinada com o Thunder, eu honestamente não
acho que eles são melhores que o Heat, mas acho que só tiram o MVP do Durant se
algum outro jogador (leia-se Lebron
James) fizer algo muito extraordinário como ter uma média de 50 pontos por
jogo, 20 rebotes por jogo e 20 assistências por jogo.
Eu vejo os coros de MVP da torcida nos jogos como uma homenagem a ótima temporada que o jogador vem tendo e só
isso.
Amar’e
Stoudemire
Antes de Carmelo, os coros de MVP eram para Amar’e Stoudemire, alguém ainda se
lembra? Noutro dia assisti novamente o jogo de 2010 contra o Denver Nuggets onde Stoudemire marcou
30 pontos e era a sétima vitória seguida do Knicks. Como as coisas mudaram de
lá pra cá.
Muita coisa aconteceu e eu não vou resumir tudo
agora, as expectativas para esta temporada eram grandes, principalmente após Amar’e
passar o verão treinando muito, até passou algumas semana com Hakeem Olajuwon.
Mas na pré-temporada Amar’e se machucou e perdeu os
primeiros meses da temporada, foi um banho de água fria.
Após o ótimo começo de temporada do New York começou
a se especular se Amar’e aceitaria vir de banco para não atrapalhar a química
do time, teve gente que achou que o ego dele não permitiria isso, mas
Stoudemire mostrou que o que importa para ele é vencer e se isso significa vir
do banco, para ele isso não é problema.
Desde que voltou Amar’e está melhorando a cada
jogo. Mike Woodson tem coloca Amar’e
junto com Melo e Tyson em quadra por vários minutos em quadra e não acho que
esteja atrapalhando o Knicks nos jogos.
Tyson Chandler All Star
O pivô do Knicks vem tendo mais uma temporada incrível,
com médias de 11,9 pontos por jogo, 10,8 rebotes por jogo e aproveitamento de 67,5%
nos arremessos, Tyson Chandler foi eleitos para ser reserva do All Star Game
pela primeira vez em sua carreira.
O jogador de defesa da última temporada vem se
destacando no ataque com muitas enterradas, graças ao entrosamento com Raymond Felton no pick and roll. Nas últimas partidas sua eficiência no ataque caiu
devido à ausência de Felton, mas agora com o armador de votla de lesão Chandler
voltará a ser mais acionado nas partidas.
O sexto
homem
Não poderia deixar de escrever sobre J.R. Smith. Antes de a temporada
começar, J.R. voltou para o time e declarou que queria ser titular.
Mas Mike Woodson
o manteve no banco e pelo jeito conversou com o jogador e deixou claro a ele a
importância dele vindo do banco para o time.
Smith engoliu o orgulho e cumpriu seu papel vindo do
banco, com médias de 16,1 pontos por jogo e 5,1 rebotes por jogo, Earl vem
tendo uma de suas melhores temporadas e é forte candidato a sexto homem do ano
com o ex-Knicks Jamal Crawford e
chegou até a ser considerado para All Star Game.
J.R. tem melhorado sua seleção de arremessos na
temporada e ajudado muito na marcação da defesa. E claro, teve os dois buzzer beaters contra Charlotte e
Phoenix nessa temporada que ficaram entre as principais jogadas no final do ano
passado.
A relação entre J.R. Smith e a torcida é mais ou menos como a de irmãos, tem hora
que a gente quer matar o jogador por causa das loucuras que ele faz em quadra,
mas outras que a gente só quer dar um grande abraço porque ele faz coisas
incríveis.
Uma rivalidade
que ainda não é rivalidade
Knicks e Nets empataram na série da temporada. Os
dois primeiros jogos foram na arena nova do time do Brooklyn e foram os jogos
mais tensos, o Nets venceu o primeiro na prorrogação e o Knicks venceu o
segundo graças a Jason Kidd.
Os dois jogos em Manhattan não foram tão
empolgantes, mesmo com o último sendo uma vitória por apenas três pontos do
Nets.
Para mim ainda não existe uma rivalidade entre os
dois times, o que existe é uma rivalidade entre torcedores nas redes sociais e
na mídia. Por enquanto são mais provocações entre torcedores, uma “competição”
para ver qual time é o melhor, o bom e velho “trash talk”.
Confesso que me deixei levar nisso também,
principalmente por causa de provocações do tipo “o Knicks tem que temer o Brooklyn”, mas analisando bem agora o
andar da temporada eles têm um time bom sim, mesmo eu achando que alguns
jogadores deles são superestimados.
O que me irritou foi todo aquele falatório,
forçarem ser um time “descolado”, que é do Brooklyn e “hip hop”, Jay-Z...
Acho que a demissão de Avery Johnson e P.J.
Calersimo assumindo o comando, o time voltou a se preocupar em jogar e
deixaram de lado esse lado “cool”.
Acredito que com o tempo pode se tornar uma
rivalidade de verdade, mas por enquanto não é a mesma coisa que ver um jogo do
Knicks contra o Miami ou o Boston ou até mesmo contra o Philadelphia.
Uma série de playoffs entre os dois times seria
ideal para aí sim termos uma rivalidade de verdade e não só uma “rivalidade de
redes sociais”.
Chega de falar do Nets agora, se o Knicks enfrentá-los nos playoffs voltamos a mencionar a equipe de Brooklyn.
A jornada à frente
Os desafios para o Knicks continuam na segunda
metade da temporada. Vários jogos importantes pela frente que incluem os dois
últimos confrontos contra o Heat, dois confrontos contra o Thunder, o retorno
de Carmelo a Denver e a última partida da temporada regular contra o Bulls, que
já venceu o Knicks três vezes nessa temporada.
Com os retornos de Iman Shumpert e Amar’e
Stoudemire, o time ganha na defesa com o primeiro e no ataque com o
segundo. Logo Camby deve voltar e Tyson
Chandler, terá novamente ajuda no garrafão.
O mês de março será brutal com 18 jogos em 31 dias,
incluindo uma excursão à costa oeste com cinco jogos seguidos fora de casa.
Então quando chegarem os playoffs será a hora da
verdade para o New York Knicks.
Depois de muitos anos fora dos playoffs o Knicks
conseguiu voltar em 2010, mas foi varrido pelo Celtics. No ano
seguinte mais uma vez não teve sorte com o adversário e perdeu para o campeão
Heat em cinco jogos.
Muita gente ainda não acredita nesse time por causa
do desempenho nos últimos playoffs e pelo fato que Anthony somente passou da
primeira rodada apenas uma vez em sua carreira.
Essa primeira metade de temporada superou
expectativas, quem diria que o Knicks estaria em segundo na Conferência Leste,
mas somente se a equipe realizar uma boa campanha nos playoffs é que o time
será totalmente reconhecido.
E finalmente peço a você, torcedor que peça a Deus,
ou Buda, ou seja qual for a sua crença: QUE MAIS NINGUÉM NO TIME SE MACHUQUE.








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